Publicado por: ponei em: 24/11/2009
O que fazer quando a convivência familiar te obriga a encarar seu maiores defeitos, frustrações e medos, tudo antes do café da manhã?
A solução é mandar tudo pelos ares, com um grande WTF estampado na sua cara. Dá uma baita satisfação momentânea, mas não adianta. A partir do momento que te cutucaram, e você se permitiu ser incomodado, tudo aquilo que tava guardado, escondido e amontoado num cantinho do “esquecer” do seu cerébro não volta mais pro lugar. Fica pairando na sua cabeça, e vira e mexe a raiva volta com tudo. Tudo porque um filho da puta resolveu não saber ter limites, e transformou a irritaçãozinha dele num baita caos, tendo reações precipitadas e desproporcionais.
Fato é, palavras não podem ser desditas. E uma vez que elas penetram na mente, não saem mais. Depois de um tempão remoendo aquilo, não há como ficar sussa. Você participou do famoso “joga na cara”, só que sem querer. E todas as suas vergonhas, arrependimentos e problemas insolucionáveis estão nus para que todos apontem e riam. Humilhação é um dos sentimentos mais perversos que o ser humano pode causar. É horrível tanto para quem o causa, quanto para quem o sofre. E quanto maior a proximidade da vítima com seu agressor, e se existe um sentimento de bem querer, amor, amizade, mais intenso e maquiavélico se torna o desejo de reparação. Por isso, cuidado com o que você fala no calor do momento. Ficar por cima na hora pode certamente te garantir a cara no asfalto.
Só sei que aboli a tolerância do meu vocabulário.
(eu precisava desabafar)
Publicado por: ponei em: 25/10/2009
Talvez eu esteja confundindo tudo, por tão óbvio que parece ser. Só sei que estou caindo de amores pelo mundo de novo, e isso deve ter algo a ver com você. Adoro essa sensação de novidade, o friozinho na barriga, e o jeito que você me abre os olhos. Me dá vida, me tira da tristeza e da monotonia, e eu rio sem razão. Quanto tempo que eu não sentia essa ansiedade, essa necessidade de rapidez e lentidão, tudo ao mesmo tempo. O calor do contato, o poder da exaustão, um sorriso disfarçado. Essa força que me leva adiante, e me faz sorrir sozinha. Uma foto, um olhar, uma mensagem. Tem coisas que eu não quero esquecer nunca mais.
Publicado por: ponei em: 20/10/2009
E postando. Só prá avisar que criei uma página aqui, prá colocar meus desenhos. Vou ficar atualizando sempre, então não deixem de dar uma olhada.
Ah, críticas construtivas são sempre bem vindas, sejam positivas ou negativas. =)
Publicado por: ponei em: 13/10/2009
Minha ida ao shopping no sábado resgatar o chip da TIM:
“- Filha, acho que vou comprar um iPhone prá mim, o que você acha? E vou comprar um, aaahm, pacote de dados…
- Pai, prá que você quer um iPhone?
- Ué, preciso trocar de celular, o meu não pega direito a Internet.
- Tá. Você quer que eu baixe o i Tunes no seu pc, ou você usa no meu?
- iQuem?
- iTunes.
- O que é isso?
- Nada pai, nada. (E você ainda quer um iPhone, não sei porque…)
- E prá que a Internet, pai?
- Eu quero ver meus e-mails, e aaahm, acompanhar o Santos.
- E você já não faz isso no seu Blackberry?
[ o assunto muda do nada. Um tempo depois... ]
- Pai, já que você vai colocar Internet no seu celular, coloca também no que você vai comprar prá mim.
- Mas prá que, filha?
- Ah pai, eu tenho Orkut, Twitter, Facebook, Blog e MSN. Fica mais, aaahm, dinâmico. Fora que eu sou viciada na Internet.
- Não vejo a utilidade.”
WTF? Sem mais.
Publicado por: ponei em: 10/10/2009
Enquanto eu não tenho toda a paciência que me é necessária prá terminar o “Fantasiando“, o “Rabiscos” e o “Old Times“, eu venho com esse, sem nenhum interesse (aham, sei). Como meu aniversário é daqui 20 dias, e eu sou uma pessoa muito difícil de agradar, isso é práqueles que querem ser mega legais com o ponei mais fofo do Brasil (hahaha). O que vale é a intenção.
Sem contar que isso aqui é um meio de me conhecer melhor, sem eu ter que ficar falando eu sou isso ou aquilo. =)
Sem mais, com vocês, B-day Wishlist 2009:
10 - Uma rápida tradução e encodação dos episódios de “Greek” e ”Criminal Minds”. Eu fico ansiosa demais esperando a porcaria da legenda, que demora séculos, e , nossa, CM sem condições de ser assistida sem. A linguagem é muiiito difícil, mesmo prá mim (me diz se agora eu não me achei a última bolacha do pacote). Apesar que todas as séries que eu tenho assistido em tempo real ultimamente tem me dado esse nervoso.
9 – Vestido modelo à la Inglesa (=curtinho, tomara-que caia, justo no tronco superior, “fofo” no resto), da Zara. É azul, de oncinha, com uma faixa preta embaixo do busto. Foi amor à primeira vista. Serviu como uma luva. Eu já tinha me imaginado na balada com ele, que sapatos eu poderia usar, que ficaria lindo com meia calça também, maaas… minha mãe me fez dar o maior tropeção e das nuvens eu caí por causa do preço. Mega bad.
8 - Coragem, muuuuita coragem, e criar vergonha na cara. Faz tipo, uns 20 anos que eu deveria ter começado a academia, mas IMAGINA se eu fiz isso. Não é uma questão de estética, meu médico já me disse que eu sou vou poder parar de tomar os remédios da pressão assim que eu fizer um pouco de exercício. Mas só de pensar em me mexer, em não poder passar o dia na cama, toda apolentada, eu broxo. Eu deveria ser transferida da minha casa prum Simba Safári, prá viver em cativeiro com os bichos-preguiça. Eles são tão fofinhos, e dormem o dia inteiro, e RONCAM (believe it or not, but it’s true).
7 - Um “My Little Pony”, prá fazer companhia pra Pinkie Pie. Às vezes eu acho que ela fica muito tempo sozinha. =) E ela me faz tão bem, é tão bom ver uma coisinha rosa com a crina enrolada (dos bobes que a dona colocou- no further comments) em cima da TV todo dia de manhã. Não tenho como explicar a minha fixação por poneis, mas Lord, como eles são super cute!
6 - A criação de uma ponte Rio-São Paulo que pudesse ter a trevessia feita em meia hora. Assim eu poderia ver a Mari todos os fins-de-semana, e ficaria bem menos deprimida, afinal, impossível ficar triste com ela por perto. Parece que tem uma luzinha dentro dela, que quando ela chega tudo se acalma, o coração desaperta, e os problemas parecem tão menores, quase como formiguinhas. E ela percebe o que há de errado só com um olhar, ajuda a resolver, te conta piada, faz cosquinha, fala com aquele sotaque irritantíssimo e hilário, além de dar abraços dos melhores. =) Como não querer alguém assim por perto?
5 – O título de campeão brasileiro pro São Paulo. Ou pelo menos a participação na Libertas. Porque do jeito que meu time anda, só uma intervenção divina prá um resultado satisfatório no campeonato. Minto. Qualquer coisa, tirando o rebaixamento, seria interessante. Isso pois o tricolor anda jogando mal pacas, e perdendo uma característica essencial: harmonia entre os jogadores. Então não merece título nem coisa nenhuma. Mas whatever, eu não abandono nunca. Só queria que as coisas não fossem tão ruins. E bom, menos mal o Palmeiras que o Corinthians. =)
“Como eu te amo, tricolor
Como eu te amo demais
O dia em que tu não existir
Não quero sorrir nunca mais”
4 - Paciência, de novo. Mas dessa vez com os meus desenhos. Ser perfeccionista, e não consigo fazer detalhes em tempo curto. Fico horas fazendo a mesma coisa, até ficar como quero. O que culmina num saco cheio, pois chega uma hora que eu não aguento mais olhar práquela mesma coisa, e eu desisto. Até eu continuar, passa muito tempo, e a habilidade dá uma deteriorada, afinal prática = perfeição. Preciso de paciência, oh Deus!
3 - Quero um bom livro. Não divertido, ou gostoso de ler. Quero um daqueles que mexem com a minha cabeça, não me deixam dormir à noite de tanta ansiedade, e que me façam ficar encucada, realmente tentando entender o que se passa. Faz muito tempo que eu não leio um desses, um desafio, e eu tô sentindo falta. Falta de raciocinar tanto, quebrar a cabeça, por que eu quero, e não porque eu tenho que.
2 - Quero um cel novo, não posso esquecer. E putz, com internet, pleeease. Porque esse que eu tô usando, nossa, como diria Mamis: valha-me Deus! É claro que com isso eu tô pedindo à toda e qualquer força divina que ilumine meu pai e faça ele finalmente me dar a mesada que ele prometeu desde Maio. Eu tô é bem cheia de ouvir que eu preciso ser independente, e aprender a lidar com o dinheiro, sem ter daonde ele vir cazzo! Mesada now!
E por fim:
1 - A paz mundial. Hahaha, brincadeira de Miss. Eu só quero passar o feriado do meu niver com as pessoas que eu amo, me divertir, rir muito e encher a cara. Como a Mari vai estar aqui, e no sábado eu vou prá Formatura da Fer com ela, tá tudo certo! Mas estão todos convidados prá se juntar à nós. =)
Publicado por: ponei em: 21/09/2009
Dois posts quase prontos e não tenho forças consigo terminá-los. Na verdade é mais um não querer do que um não conseguir. Eles não refletem como tenho me sentido, então eu achei pointless colocar aqui agora.
O fato é que eu tô ficando deprimida, again. Passei o dia inteiro na cama, sem conseguir dormir ou descansar, sem ter vontade de nada à não ser chorar um monte sem motivo algum. É um cu isso. E piora sabendo quantas coisas que eu faço que machucam as pessoas que eu gosto, mesmo que eu as faça para evitar machucá-las. Odeio ter consciência da verdade, do que eu realmente sinto, sem ter como disfarçar ou fugir.
Mas o mais curioso disso tudo é como as pessoas mais próximas não tem a menor idéia do que se passa, ou realmente não se importam. Não sei ao certo. Por mais que eu tente esconder, eu vejo que muitos percebem que algo não está certo. Mas esses nunca são os que estão por perto. É estranho, e eu não consigo entender.
De qualquer forma, nem tenho muito o que dizer sobre isso. Não posso simplesmente cobrar a atenção das pessoas, do tipo “Hey amigo, sabe que eu ando muito triste?”. Ainda mais que alguns estão tão sorridentes pela própria pela felicidade, e tão envolvidos nas próprias vidas que nem se um tsunami estivesse vindo na sua direção eles perceberiam. E também não seria justo estragar esse sentimento que eu mesma gostaria de ter com as minhas tristezinhas sem sentido.
Malz pelo desabafo emo. Eu tenho que ser cruel e fazer o certo, mas isso tá me matando por dentro.
Publicado por: ponei em: 07/09/2009
Pensei muito antes de colocar isso aqui no ar. Não sei se vai durar, não estou satisfeita com o layout, e provavelmente certamente isso vai ficar jogado às moscas. But who cares? Meu objetivo não é agradar ou entreter, e sim livrar minha cabeça de um pouco da asneira acumulada, rezando para que ela passe a funcionar melhor. Blog à la válvula de escape, clichê 100%. Demorei séculos prá decidir como inaugurar, e bodiei. Tinha feito um texto mó bonito e talz, cheio de pensamentos e mileuma revisões. Mas essa não sou eu. Resolvi começar não por um começo, mas pelo presente, pelo meio: por um fim temporário.
Domingo de manhã o Alê foi embora. De novo.
Alejandro é um ser que conheci no colegial, eu no terceiro, ele no primeiro. Uma das muitas pessoas improváveis da minha vida. Confesso que jamais teria espontaneamente ido falar com ele, por medo. Alê é/era do metal, o que significava na minha cabeça que ele era alguém malvado, preconceituoso, fechado em seu mundinho. Como me enganei. Uma das pessoas mais doces que eu já conheci. Teve uma paciência de jó me ensinando os mil tipos de metal, e me fazendo perceber que aquilo ia muito além de gritaria e barulheira. Por Deus, eu passei a de FATO gostar de algumas coisas, e muito. Descobri que ele não se limitava àquilo, escutava toda música imbecil-emo-gay que eu mandava, mesmo achando uma bosta. E me mostrou mais um monte de outras coisas. Ajudou à abrir minha cabeça. E não foi só isso.
Me mostrou todo o lado dos otakus, me apresentou aos animês, mangás e à um grupo de pessoas que mudou minha vida totalmente. E mesmo quando tudo parecia perdido, e todos me deram as costas, ele esteve lá me apoiando. Me fez sorrir quando eu pensava ser impossível, e quase me matou de rir com seu jeito crianção piadista. Quem mais diria “meu, tem uma história muito engraçada. Tinha um cara no hospital, com câncer…” e me faria rolar de tanto gargalhar sem me sentir culpada? Sempre entendeu minhas brisas e minha imaginação fértil, e dividiu coisas roletadas. Me disse a coisa mais bonita que eu já vi em toda minha vida, muito sem querer, num momento de depressão enorme. Acho que até hoje ele não se deu conta do que falou, e da diferença que fez.
O Alê mora perto de casa, do lado do clube (Pinheiros). Com a mãe dele. O pai dele, mexicano, mora em Miami. E quando ele foi mal no primeiro ano na Móbile, o pai dele resolveu que ele deveria estudar nos EUA. Deu um monte de rolo, e no fim Alejandro está fazendo o colegial no interior da pequepê do Canadá. É tão longe, e afastado, e rural, que ele tem alces no backyard. Mais do que isso, eles jogam pólo em cima dos alces!! Hahahaha. A questão é que ele tá longe pacas.
Mas ainda assim, nossa amizade não acabou, nem ao menos esfriou. O msn tá lá, sempre ligado, e as conversas nunca começam com aquele enrolation básico de “Oi, tudo bem, novidades”. Sempre é um link prá algum video bizarro ou música estranha, um comentário do nick/subnick ou algo bem aleatório, do nada. Sempre uma surpresa. E sempre disposto à ouvir, à me ajudar. Sonha comigo com a independência, com a Europa, com a Inglaterra e com o futuro. E mesmo que a gente fique dias, semanas ou até meses sem se falar, quando nos falamos de novo é como se todo esse tempo não tivesse passado.
O Alê tinha voltado prá cá. Veio pras férias de verão dele lá, passou um bom tempo aqui. Mas eu, por algum motivo idiota que eu simplesmente não consigo entender, só o vi três vezes. Tudo bem que eu viajei boa parte do tempo, mas ainda assim. Que merda eu tenho na cabeça? Sexta foi a despedida dele, e hoje ele já não estã mais no Brasil. É idiota falar essas coisas, nada original, mas é verdade. Nem distância nem tempo nos separaram. Mas eu tenho medo. Porque as coisas podem mudar num instante, e tudo se perder. Eu me odiaria se isso acontecesse. Sei que é improvável, mas só de pensar me dá uns calafrios. E as saudades? Ah, disso eu falo uma outra vez. Mas que o coração aperta muito forte de lembrar dele, aperta.